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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

De volta

Bem passado algum tempo sem postar nada, cheio de estudo e bastante cansativo, hoje decidi postar algo. Qual a razão? São duas.
Primeira:
Estava eu ontem muito descansado a arrumar as papeladas que cá tinha por casa e que encontro eu? Um panfleto publicitário com os seguintes dizeres: "2010 Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social". Como é óbvio tive que me rir de tal ironia, pois por muito que ache tal iniciativa de louvar, se formos analisar o ano de 2010 e as estatísticas, verificamos que a pobreza e a exclusão social aumentaram e de que maneira. Tudo graças a um grupo muito restrito de pessoas que detêm o poder e devido à sua ganância organizaram muito mal o mundo, baseando-se em especulações e dinheiro fictício.
A 2ª razão foi o facto de o nosso Primeiro Ministro Engenheiro José Sócrates ter dito que não haveriam despedimentos na função pública... pois bem meus amigos olhando para o histórico do nosso PM digo-vos que tenham medo pois se ele diz que não vão haver despedimentos significa que muito em breve estes vão ocorrer...
Até à próxima

domingo, 25 de julho de 2010

Cagar é um luxo

Pois é meus amigos o simples acto indispensável para qualquer vertebrado, passou a ser um luxo para nós humanos (já lá vão algumas semanas). Pois bem e porque razão digo eu isto? Pelo simples facto de o papel higiénico passar a ser considerado um produto de beleza, taxado à taxa máxima de iva de 20%, em breve 21% de novo. Mas analisando bem não é cagar que é considerado um luxo, mas sim o sublime acto de limpar o orifício por onde todo o material indesejável ao nosso organismo saiu, excepto o suor e a urina (os quais se fôssemos aves saíriam todos pelo mesmo buraco!), mas para não fugir ao tema, voltemos à caganeira. Recuemos então ás cagadelas que os nossos antepassados mandavam (ou expeliam, como preferirem), naquele tempo em que quando o orifício era limpo, não era utilizado o famoso e indispensável papel higiénico, mas sim uma enorme variedade de folhas das mais diversas plantas, desde folhas de couve, de àrvores de fruto, pasto (trigo, centeio e primos), mas imagem agora as pessoas dos dias de hoje a efectuarem tal proeza, da maneira que os produtos agrícolas estão caros ainda mais ficavam, e no caso das terras desprezadas, seria provavel que essas pessoas fossem limpar o cú a umas urtigas, ou silvas, ou tojeiros, ou cardos, algo que deve ser profundamente confortável.
O que fazer, então, para inverter a situação? Uma greve?(Pouco eficaz) Papel higiénico reciclado? (já existe, quase todo ele é). Começar uma dieta pobre em fibras? (uma hipótese, assim cagávamos menos). Mas cheira-me que com isto os preços dos laxantes e clisteres, vão baixar muito, pela falta de procura.
Para finalizar, apenas tenho a dizer: Abençoadas as pessoas com prisão de ventre, e se isto continuar, vou começar a ficar um bocado relutante em apertar a mão a certas pessoas.

domingo, 4 de julho de 2010

Luxos atrás de luxos

Bem acho que no meio da crise onde nos encontramos mergulhados (com alguém a empurrar-nos os ombros para não virmos à tona) até parecia mal da minha parte não me manifistar sobre tal assunto, apesar de não ir dizer nada que já não tenha sido dito por alguém (uns mais instruídos que outros), mas pronto eu não me irei privar de o dizer, ainda que com uns certos toques meus.
Analisemos então a situação do nosso país:
Impostos: A maior taxa de IVA da Europa, o maior Imposto Automóvel da Europa (tão alto que a própria Comissão Europeia multou Portugal por esse excesso, mas mesmo assim continuamos a pagar. Para onde iria esse excesso?), IRC a 37% (ou seja a cada 1000€ que um acoletado ganhe 370 vão para o estado MAIS DE 1/3 DO ORDENADO (não que não ache corrrecto nos grandes empresários, mas assim os pequenos vão ser sofucados)), já para não falar no aumento geral dos descontos (e ainda dizem que a segurança social está falida?! Algo que me deixa um pouco incrédulo, uma vez que a Segurança Social foi criada para sustentar a Guerra Colonial (sim antes disso não existia!). Estranho, não? Uma instituição com capacidade de financiar uma guerra estar a dar falencência?)
Trabalho: Somos dos países como maior número de horas de trabalho semanais.

Analisando tudo isto o país está em CRISE. Com défices astronómicos e divídas incriveis.
Bem então para onde vão todos estes impostos e todas estas horas de trabalho, já para não falar que somos dos países da UE com menor ordenado mínimo (Em contrapartida temos os ordenados mais altos da Europa, e injustos, pois receberam o mesmo aumento nos descontos que um normal trabalhador!)

Mas então para onde vai todo este dinheiro de impostos? Será corrupção? Hum... Eu digo que sim! Tanto que digo que todo o país está a ser governado e conduzido por corruptos, basta-nos assistir a todos os julgamentos de crimes de colarinho branco e ver que todos são arquivados. Será também a justiça corrupta? Que ideia!

Depois temos a especulação por todo o país, já não se aposta no sector primário. Não se produzem bens, só serviços. Como se pode evoluir assim se não há produção?

Mas voltando à corrupção, tomemos como exemplo o Banco Falido nos E.U.A. Lehman Brothers, onde os suspeitos de corrupção foram imediatamente julgados e condenados, se tal se tivesse passado em Portugal (e passam-se julgamentos similares) os senhores sairiam em liberdade com o caso arquivado e o Estado ainda teria que lhes pagar uma indeminização, mas felizmente estes estavam no continente americano.

Como combater a crise? Simples. Combatendo a corrupção. Como combater a corrupção? Isto já é mais complicado, pois são os corruptos que comandam o mundo e têm o poder. Um novo golpe militar? Organizado por quem? Por mais corruptos? E como iriam fazer? O 25 de Abril só aocnteceu uma vez e cada vez parece mais que estamos pior do que estávamos. (Qualquer coisa que se diga somos processados por difamação.)
Talvez uma revolução diferente. Algo mais violenta. Guerra Civil? Talvez seja a solução (coisa que imenso medo tenho). Mas muitas coisas irão acontecer nos próximso tempos. Já vejo meros populares (que nunca souberamo que era uma manifestação na primeira pessoa!) a dizer: "Temos que juntar o país todo e ir até Lisboa dar cabo deles!".
Não me surpreende tal atitude, contudo é preciso que alguém se mexa e rapido, antes que seja tarde de mais. Cada vez estamos mais fundo e qualquer dia a pressão da água já não nos deixa subir.
Vá vou dormir que qualquer dia volto a explorar este assunto com mais paciência.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A (minha) mente

Há vários dias que ando com vontade de escrever sobre a mente, e hoje em especial, ganhei mais vontade de o fazer. Motivo? O de hoje foca-se na tremenda curiosidade que a minha mente criou em saber o que é que cria as personalidades. Sim cada personalidade é única (pelo menos deveria ser), contudo vemos um grupo de elitistas que moldam personalidades (leia-se fracas, pelo menos para mim), pelo simples facto de que uma aparência exuberante e "requintada" lhes dá o sentimento de que são superiores a todos os restantes e, então se conseguirem agradar a um certo grupo de influentes melhor ainda.
Vejamos um (entre muitos) exemplo muito concerto. António Lobo Antunes, escritor sobre o qual não tinha a mais pequena das opiniões formada, é convidado para uma "tertúlia" na escola onde ando. Comprei o primeiro livro dele para ter uma noção da sua arte (a seu tempo o lerei). A tertúlia começara, com uns apresentadores extremamente mecânicos (mesmo assim sempre os escolhidos para todas os eventos, reparo, quase todos, existe um grupo que gosta de destoar, mas que tem feito um grande trabalho e gosta e apostar noutras hipóteses) Remeto para ainda antes do início da tertúlia onde a perspicácia do olhar da Cristina detecta logo um primeiro erro, praticamente imperceptível para quem desconhece a obra do homem, mas um erro crasso para quem a sabe, ainda que muito por alto (o que veio provar a minha ideia de que havia dois tipos de pessoas ali: as obrigadas e as que queriam faltar às aulas, depois os restantes, poucos, enquadravam-se nos que queriam parecer bem, nos que gostavam(nem sei se gostavam se também queriam parecer bem), e talvez uns 4 que quisessem ouvir para conhecer.). Continuando, a própria introdução da professora foi mecânica (porra pá é uma professora! Eu que sou eu se fosse receber alguém, não iria ler descaradamente um texto à sua frente! Ajam com naturalidade e espontâneadade se sabem o que isso é!). Depois começaram as perguntas, as quais a coordenadora da mesa já sabia o nome dos alunos ainda antes de estes levantarem o dedo e darem a sua espontânea pergunta (leia-se pergunta lida no momento, para além de mecânicamente, muito mal lidas também!). Não falando da arrogância do senhor, nem da forma como me tentou deitar abaixo quando lhe perguntei quais os grandes escritores mundiais e o senhor me responde "Para que quer que lhe responda se não os vai ler!". Entre outras coisas.
Para quê este exemplo? Pois para mostrar como, para uma iniciativa (a qual é importante não duvido), mas o facto da existência da projecção e do mediatismo colocou logo um leque de pessoas em jogo que apenas se fazem notar nesta altura (tal hipocrisia), e todas essas pessoas se disponibilizam, em troca do reconhecimento, a própria escola ( saiba-se que este ano está muito melhor) fez notar a sua presença em todos os níveis, estando presente toda a direcção quer pedagógica que financeira (note-se que para outras actividades dinamizadas por alunos, mas sem o mediatismo, é necessário quase que suplicar por um apoio, e desta vez refiro-me também a finais de Janeiro passado.)
Basicamente questiono-me constantemente o que encerra a mente de cada uma destas pessoas. Apesar de tudo eu no que toca a valores coloco um director financeiro ao mesmo nível que o meu colega de carteira (uma igualdade comunista? Não, uma igualdade biológica, somos todos da mesma espécie. Somos todos humanos, não importando raça, sexo, religião ou condição social, entre outras.)
O primeiro que se considera superior, não passa do mero rato que tenta assustar os gatos que vagueiam nas redondezas.
"E o que governa seja como o servo. Pois qual é o maior: o que está sentado à mesa ou o que serve?" (Lucas 22, v.27)

Que tem isto a ver com a (minha) mente? Tudo isto e muito mais fervilha dentro dela, e de vez em quando coloco-o aqui. Sinto que talvez me volte a referir a assunto similar em textos futuros. Em jeito de crónica amadora fui escrevendo, ou falando com as letras como quiserem, gostei do que fiz, apesar de não ter gostado do que me fez fazer isto.