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domingo, 27 de junho de 2010

Trabalhando entre os dias

Sai-se de casa de manhã, mal o dia nasceu, algumas das vezes com destino previamente conhecido outras vezes parte-se ao desconhecido.
O suor escorre pela face como água a brotar de uma cascata, todo o tempo se anseia algo. O quê? Umas vezes uma coisa outras vezes outras, mas quase sempre existe conexão.
O corpo vai-se arrastando às ordens do cérebro, lentamente por vezes, com velocidade de outras.
A mente percorre caminhos desconhecidos, sempre em busca de algo novo ou mesmo de alguém, nem que seja uma troca de impressões.
O lar recebe-nos acolhedoramente, mas a força para desfrutar dele escasseia, procura-se novo rumo, e com isso a outros lugares e situações se vai.
Trabalhando entre os dias, procurando espaços para encaixar o "nós" que o ser sociável precisa e tanto viaja para o encontrar. Amigo uma palavra pequena mas complexa. Por vezes nem tantos quanto as tuas letras são, outras vezes mais são, mas os reais, esses número não conta um vale por milhões.

domingo, 13 de junho de 2010

Rest in peace

O teu sofrimento cessou, finalmente terás direito ao descanso que tanto anseavas... deixas saudades, apesar de tudo.

Bem ontem foi o baile de gala, e posso dizer que pessoalmente não me encheu as medidas, tinha algo diferente em mente, apesar de me ter divertido bastante na mesma. Começo a sentir saudades deste pessoal e ainda não me fui embora.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Acordado ou a sonhar?

Talvez não haja maneira de começar, ou de terminar.
Não vou discutir os meus erros. Sei que os tenho, e falho imenso. SOu um exemplo do perfeito pecador. Não. Não vou argumentar com quem o não é, apenas sei que tenho que melhorar. Mas desejo profundamente preencher este vazio. Esta falta de algo, ou de alguém. Por muito que tente não sou o lobo solitário e inabalável que tento aparentar. Por mais que finja sinto uma necessicade de encontrar algo mais. Só o espero encontrar em ti. Apesar das questões que me são deparadas a cada momento. Despertaste-me. Vejamos se acordei ou entrei em mais um sonho.


O texto é meu, mas adaptei-o de uma oração feita também por mim. Aqui o significado é outro, mas se alguém o vir como oração não será censurado por tal.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Pensamento a Partilhar

Se tanto se acredita no paraíso. Como se justifica o medo de morrer? Pela dor? Ou por uma descrença inerente e inconsciente?
Eu não sei, mas hoje após ter assistido a uma situação esta interrogação veio-me à cabeça.
Tendo em conta que sou católico assumido se algum padre me lê isto sou excomungado, mas até Cristo teve dúvidas, por isso acho mais que legítimo eu ter as minhas.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Twenty Ten!

Falaram-me dos desejos para 2010 e eu apenas me lembrei de uma coisa, para além do trivial da paz no mundo acabar com a fome, etc etc que todos dizem porque fica bem, mas ninguém faz realmente algo. Eu fui mais egoísta pensei em mim e nos que me rodeiam proximamente, nomeadamente a família e os amigos mais chegados. Desejo acima de tudo saúde e felicidade, mas espero que 2010 me traga aquele sentimento de estabilidade que todos procuramos, não digo uma estabilidade monetária, obviamente que também a desejo e também, mas uma estabilidade dentro de mim, talvez realização seja a melhor palavra ou algo entre as duas. Aparece também a diversão algo que há muito ambiciono para para este ano, a tão famigerada viagem de finalistas, que será complementada ainda com um aida posterior a Itália.
Final do secundário, entrada numa nova etapa da minha vida, algo que espero fazer com o pé direito e espero escolher o caminho certo para a minha felicidade e realização. Sei que me vou afastar geograficamente de pessoas muito chegadas, mas espero que esses laços não enfraqueçam, mas sim se fortaleçam! Como disse um dia uma grande amiga: "Depois quando nos separarmos, vai ser tão fixe juntarmo-nos em casa uns dos outros e vamos cozinhar todos juntos e conviver." Desejo que isto seja uma constante na minha vida futura.
O sucesso é outra meta que pertendo quer na escola como no projecto da associação de estudantes quer em muitas mais coisas que estou envolvido. Desejo atingir os objectivos que tenho delimitados, mas sei que sem esforço tal não acontecerá.
E mais desejo intrinsecamente, coisas fúteis e menos fúteis, úteis e menos úteis, na minha cabeça passam como carros numa autoestrada, rapidamente, mas os seus pneus deixam a marca.
Feliz 2010 para quem ler este texto, os restantes não o precisam daqui pois que vale algo dirigido a nós se não o vemos? Mas o desejo é o mesmo.
Que 2010 seja o ano das boas mudanças para todos ;)

domingo, 1 de novembro de 2009

Um jardim

O céu estava cinzento. As poucas pessoas que restavam encolhiam-se debaixo dos chapéus. Contudo eu levava um objectivo. Não matar, mas talvez alimentar um pouco mais a saudade.
Fui avançando pela "Cidade dos Mortos" em direcção a ti. Encontravas-te rodeada pelos teus. Talvez eu lá estive quase que a mais. São momentos em que me procuro afastar.
Lá estava a tua fotografia. Sorrias. Uma rosa de bronze estava ao teu lado.
Uma escultura de uma rapariga segurando uma pomba direccionada ao céu recebia as gotas de chuva que lhe escorriam pela face como se verdadeiras lágrimas fossem...
Estavas num verdadeiro jardim, onde todos te procuraram dar as melhores flores e deixar o seu nome. E eu? Apenas um botão de rosa sem nome lá deixei, sabendo que irá ter o mesmo destino que tiveste. Um jardim cheio de vida, contudo a tua já por lá nao paira...
A ironia aparece quando te vejo rodeada dos experientes que foram, enquanto tu foste com eles ainda com tanto por descobrir.
O silêncio permaneceu. A chuva caiu. Eu vim embora.
Tu lá continuas...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Eros

Ambos entraram no quarto. A luz estava ténue. Ardiam duas velas perfumadas e uma melodia calma enchia a atmosfera do quarto.
Estavam de mão dada... trocaram um olhar... e os seus lábios uniram-se. Beijaram-se longa e suavemente. Foram-se despindo lentamente, entre longos beijos e carícias pelo corpo até ficarem ambos apenas com a roupa mais íntima que possuíam.
Ele deitou-a, de fronte, lentamente sobre a cama. Começou por lhe acariciar os cabelos suavemente, descendo pelo pescoço e costas com doces beijos na pele desapertando-lhe o soutien e continuando a descida de beijos pelas suas belas pernas.
Massaja-lhe suavemente todas as costas, nádegas, pernas e pés. Percorre-lhe lentamente a silhueta com as mãos.
Vira-a. Beijam-se profundamente. Ele falha os lábios dela propositadamente. Começa a descer pelo pescoço com suaves beijos e sopros de ar. Retira-lhe o soutien. Acaricia-lhe os seios suavemente. Rodeia os mamilos de suaves beijos e continua a descida pelo ventre com um suave sopro. Retira-lhe a última peça de roupa lentamente com a ajuda da boca. Acaricia ambas as pernas, parecendo querer evitar a zona genital, mas eis que começa a subir pelas belas pernas da mulher com suaves sopros e longos beijos. Continua, mas agora acaricia-lhe suavemente a zona genital.
Ela suspira e inspira fortemente.
Ele deita-se de fronte e ela percorre-lhe a costas com longos beijos e massaja-as lentamente com os seios. Ela retira-lhe os lentamente os boxers.
Ele vira-se. Ela parece avançar lentamente pelas suas pernas em direcção ao generoso pénis erecto, mas continua a avançar até aos lábios dele e beija-o profundamente. Recomeça a descer lentamente pelo corpo dele, beijando-o ocasionalmente.
Ao encontrar o pénis prende-o suavemente com os seus seios por momentos e continua a descer.
Começa a beijar lentamente o corpo do pénis, parecendo procurar a glande, mas mesmo antes de a atingir... recua e deita-se, expectante, na cama.
Ele pega numa orquídea e começa-lhe a percorrer todo o corpo, lentamente, com a flor, beijando-a ocasionalmente e percorrendo-a com suaves sopros.
As pétalas da orquídea soltam-se e caem no ventre dela. Ele vai deslocando-as por todo o tronco dela com suaves sopros, beijando-lhe os seios ocasionalmente.
Ela começa a ofegar... ele beija-a profundamente... ela abre sensualmente as suas pernas e ele com o generoso pénis penetra-a lenta e firmemente.
Ambos se continuam a beijar entre movimentos oscilantes, unidos como nunca.
As pupilas oculares dela dilatam e ela manda um derradeiro suspiro, gemendo de um prazer único.
O clímax dele chega. Ele suspira. Beijam-se profundamente e continuam abraçados.

Ambos adormecem abraçados num leito onde o amor venceu todas as batalhas.



sábado, 19 de setembro de 2009

Rotina

A rotina apodera-se de nós como um predador que pacientemente espreita a presa...

Estando eu absorto a divagar num mundo meu, mas no qual de meu nada possuo, deixei-me cair numa ratoeira perigosa, como um ser imundo e mesquinho que do mundo nada conhece. Entrei numa roda morta, hirta e sem qualquer tipo de luz, apenas uma escuridão, uma teia onde toda a vida se desenrola sem perguntar onde vai, de onde veio, o que faz ou mesmo o que é!
Entro e saio de um mundo para outro. O meu ópio vai-se gastando e volta à roda. Entre montanhas e precipícios vou caminhando como um Hércules destemido, mas por dentro outro ser se esconde...talvez outros... um ser aprisionado. Luta e suplica mas não obtém resposta. Mas sempre que sai da roda perde o medo dos precipícios, mas não se liberta... apenas respira sofregamente e continua preso... e para quê? Não se sabe... um dia talvez descubra a resposta... depende dos destinos a que a roda me leva...

sábado, 2 de maio de 2009

Dor de alma

Uma dor lenta, mas profunda apoderou-se de mim. Tentei derrotá-la mas ela derrotou-me a mim! Não, não era dor física! Sabia a sua origem, mas não a podia combater, apenas uma pessoa podia acalmar essa dor! Mas essa pessoa não apareceu, e a dor permaneceu. Não, não era dor, mas sim amor! Mas afinal o que é o amor? Se é isto que sinto, posso dizer que é um sentimento lindo, mas faz-me sofrer imenso! Quem me dera que sentisses o mesmo por mim!