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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A tal reflexão do ano

Bem, parece que passaram mais 365 dias, aos quais chamamos um ano (dizem que é o tempo que a Terra demora a completar o seu movimento de translação, sei que me poderia armar em cientista e referir 365,24 dias, mas não foi isso que me trouxe aqui). Continuando, é agora altura de pensar naquilo que fiz (o que não fiz fica para uma próxima), começando pelo iníco: Estava no final de secundário, um 12º ano cheio de pressão, quer a nível da exigência posta em nós pelos professores, quer pelos projectos em que estava envolvido, quer pelo facto de ser ano de exames, de ter que atingir uma média para entrar no curso que queria, e ainda pelo facto de ser presidente da associação de estudantes. Juntamente com o Alexandre e a Micaela, ganhámos a sessão distrital do Parlamento Jovem 2010, o que nos levou à nacional, uma experiência a recordar, mas a não repetir, confesso que me assustei quando vi: estas futilidades vão governar o nosso país? Sim, porque eu e o meu grupo éramos das poucas pessoas sem intensões de carreira política naquele sítio, e talvez daqueles com melhor noção do estado das coisas no país e no mundo e da verdadeira origem dos problemas, mas isso é tema para outra conversa, hei-de voltar a falar de crise no próximo, se calhar mais vezes que imagino, pois apesar da carreira politica não ser nenhum dos meus objectivos, acredito que devemos marcar a nossa posição. Depois concurso n&n's, um conto de nanotecnologias, ficção científica, 2º lugar em equipa com a Cristina e com a enorme ajuda do Professor Vítor Gomes, graças a isso, ganhámos um estágio em Évora, gratuito, e escolhido por nós, de Entomologia, basicamente fomos capturar insectos e identificar e catalogar, com muito trabalho de campo, gostei, apesar de ter sido algo que não passa pelos meus planos de vida. Depois tivemos a grande caminhada de venda de bolos, jantar de Natal, etc para angariar fundos para a viagem de finalistas, e final de Março, lá fomos nós grande grupo! com destino a Lloret de Mar, todos os de fora falavam mal, mas quem lá esteve adorou e o sentimento final é que se quer voltar, é uma semana única, cheia de grandes emoções e muito divertimento, e se levarmos um bom grupo de amigos como foi o nosso caso é 5 estrelas. Outra grande caminhada foi também a angariação de fundos para ir a Roma com a equipa de Moral, com um sarau cultural, jantares, venda de canetas, lápis, bolos, rifas, etc, e no final dia 14 de Abril, lá fomos nós para o aeroporto, com destino a Roma, foi uma viagem fabulosa, Roma é simplesmente linda, fascinante, é impossível passar por algum lado e não encontrar algo de belo,a arte estava por toda a cidade, e o grupo que me acompanhou também era bastante agradável, e ainda tivemos direito ao voltar a ficar 4 dias presos no aeroporto de Roma, o qual aproveitamos para visitar um pouco mais a cidade. Uma experiência a recordar. Semana cultural 2010: envolvido em muitos projectos, que me deixaram num estado quase de exaustão. Associação de Estudantes, muitos projectos, muita dinamização e finalmente legalizada! Fomos nós! Por fim Coimbra, novas pessoas, novas experiências, novo meio, caloiro universitário. Muito já fiz em Coimbra e mais espero continuar a fazer! Força Medicina. Por agora, estuda-se para os exames :S

Que a austeridade em 2011 não vos estrague o ano, sejam felizes :)

domingo, 27 de junho de 2010

Trabalhando entre os dias

Sai-se de casa de manhã, mal o dia nasceu, algumas das vezes com destino previamente conhecido outras vezes parte-se ao desconhecido.
O suor escorre pela face como água a brotar de uma cascata, todo o tempo se anseia algo. O quê? Umas vezes uma coisa outras vezes outras, mas quase sempre existe conexão.
O corpo vai-se arrastando às ordens do cérebro, lentamente por vezes, com velocidade de outras.
A mente percorre caminhos desconhecidos, sempre em busca de algo novo ou mesmo de alguém, nem que seja uma troca de impressões.
O lar recebe-nos acolhedoramente, mas a força para desfrutar dele escasseia, procura-se novo rumo, e com isso a outros lugares e situações se vai.
Trabalhando entre os dias, procurando espaços para encaixar o "nós" que o ser sociável precisa e tanto viaja para o encontrar. Amigo uma palavra pequena mas complexa. Por vezes nem tantos quanto as tuas letras são, outras vezes mais são, mas os reais, esses número não conta um vale por milhões.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Tempo regulamentar, acabou, vamos aos descontos

Bem, parece que sim, que o nosso tempo regulamentar de jogo chegou ao fim. 12º ano terminou, para preparar os exames. A nostalgia já me envolve há umas semanas, talvez desde o iníco do ano, mas é agora que a tenho sentido mais, nestes últimos dias, cada espaço, tem agora um significado diferente, vejo-o com outros olhos, olhos de saudade. Tudo bem que continuarei a visitar esporadicamente tais instalações, mas nunca mais será a mesma coisa e com o decorrer dos tempos sei que o afastamente será quase total. tal facto entristece-me. Grande parte da minha vida, muitos bons e maus momentos foram ali passados, muitas tristezas e alegrias, muitsa desavenças e reconciliações, de quase tudo um pouco, até um pouco de rebeldia por vezes, também com os seus castigos.
A escola nunca mais será a mesma, pelo menos para nós...
Pelo menos ainda temos os exames e as aulas de apoio até ao final, depois.... chega-se ao final da linha e teremos que fazer transbordo se quisermos continuar.
Nessa altura faço novo post mais literário, em jeito de parábola.

P.S.: entretanto hei-de voltar aos meus posts regulares, para quem quiser ir sabendo de mim, uns mais literários, outros mais descritivos e expositivos, outros meramente de relato, uns irónicos, outros para desanuviar a cabeça e descarregar stress... enfim uma carrada de coisas que me retratem, pelo menos o estado de espírito.

domingo, 11 de outubro de 2009

3/3

Hoje é, talvez se possa dizer, o culminar de um ciclo de 3 rondas. Um ano de eleições. Sei que ainda não sou eleitor, (apesar de já ter idiologia política definida) mas gosto de dar a minha opinião sobre...
Parlamento Europeu, Legislativas e Autárquicas. 3 vezes em que Portugal teve que escolher os seus representantes... Será que o fez da forma mais correcta? Provavelmente não pois como se diz "O melhor político é aquele que não é eleito!". E não me parece que tal afirmação fuga da verdade. Os políticos são humanos e todo o humano é ambicioso e ganancioso, tem o desejo do poder, por muito que o neguemos está-nos na condição humana. E quando alcançamos o dito poder certos valores que se defendem perdem-se em prol das minorias beneficiadas em causa.
Um mundo de injustiças? Não me parece. O mundo nunca foi propriamente justo, não será por mais uns comportamentos menos justos que os nossos olhos se abram... e mesmo aqueles que se consideram com eles abertos será que os manteriam se tivessem o poder nas mãos? Uma incógnita que talvez não seja assim tão dificil de responder...
É necessário reflectir nos nossos actos, sobretudo nestas alturas, mas nunca despresando outros momentos em que a reflexão é essencial.

Uma mera divagão política...
(às vezes gosto de me perder nestas coisas, mas quando o faço em público muitos não acham grande piada)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Black and White


Em Filosofia ensinam-nos que o Homem é um ser biface, possui uma dimenção racional e uma dimenção animal, ou institiva. Frequentemente associamos a dimenção instintiva às acções menos correctas que realizamos, basicamente associamos o nosso lado negro ao instinto e tanto o fazemos que quando somos confrontados com os nossos erros, já temos a desculpa pré-concebida do "Agi sem pensar!".
É certo que nenhum de nós se pode autoproclamar como sendo um exemplo isento e correcto a ser seguido pela sociedade, todos possuímos o nosso "lado negro" e por muito estranho que possa parecer, grande parte das vezes é realmente a nossa dimenção racional, a dita razão que nos guia no nosso caminho, que nos conduz por esse "lado negro".
Culpam o egoísmo humano pelas nossas "negras acções", contudo se não for individualista, o indivíduo deixa de ser um indivíduo, como podemos constactar na raíz das palavras, logo por natureza um indivíduo já será individualista, o altruísmo, a generosidade e a partilha são factores que vão sendo aquiridos, consoante o meio que nos rodeia e a nossa capacidade de questionar o que nos rodeia. E tal é cada vez mais difícil de se atigir, pois vivemos cada vez mais num mundo submerso de individualidades, que são verdadeiros falsos ídolos, e de um egoísmo único em que já não importa os que virão no futuro, mas o prazer e mero conforto dos que estão agora.
Tudo isto para demonstrar que a maldade do ser humano, não é culpa do seu instinto, mas sim culpa da sua racionalidade que o leva a uma ganância desmedida e a uma ausência de escrúpulos fria.
Pensamos, mas nem sempre pensamos. O pensamento é simultaneamente a razão da nossa bondade e maldade. Contudo a ausência de pensamento torna-nos muito mais vulneráveis, aos que pensam por maldade e proveito próprio, em detrimento do bem-estar dos restantes.
Pensar é um acto perigoso e difícil.
Pensemos de forma isenta.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A small reflection

O corpo cansa-se. Fica exausto. A mente tenta manter o corpo sem cansaço. O cansaço ganha. O ser não resiste. Sucumbe. Recupera. Volta a funcionar no auge. Cansa-se de novo. Volta a sucumbir. A mente começa a cansar-se. Não aguenta o corpo. A mente e o corpo fundem-se. O corpo cansa-se. A mente fica exausta. A mente está em baixo. O corpo perde capacidade de resposta. O ser tenta repor tudo. Não consegue. Volta a tentar. Nova tentativa falhada. Sucumbe à necessidade de repouso. Descansa, mas o pensamento cansa-o. O corpo parece recuperado. Mas a mente cantinua exausta. O corpo recomeça o trabalho. A mente não o acompanha. O corpo perde coordenação. Repouso mais frequente. A mente começa a recuperar. O ser volta ao auge.

E tudo recomeça...

domingo, 7 de junho de 2009

Responsabilidade

Pilatos lavou as suas mãos na praça pública.
Muitos consideram Pilatos um cobarde e outros uma pessoa sensata, não sei que o hei-de considerar, mas o que me interessa agora é o facto de ter fugido à responsabilidade que lhe cabia.
No nosso dia-a-dia somos deparados com muitos actos "à Pilatos", todos acabamos por querer fugir às responsabilidades uma vez ou outra, mas a excepção torna-se em regra e quanto menos responsabilidade se tiver melhor!
Mas se não tivermos responsabilidade não temos motivo de reconhecimento!
Era bom que assim fosse, mas as "bengalas ocultas" estão sempre lá! Aguentam os fardos dos outros, e para quê? Muitas vezes nem os próprios o sabem!
Vivemos num mundo de falsos ídolos que sentido de responsabilidade possuem zero! Nessuno! Ninguno! Mas não obstante disso todos os toleramos como cães presos pela trela à espera que lhe atirem um osso pelo seu bom comportamento.
É assim Pilatos fugiu á responsabilidade publicamente, mas os "Pilatos" de hoje fogem cada vez mais à responsabilidade por detràs das cortinas!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Fim da linha? Ou Mudança de Transporte?

Entreguei hoje o meu último objecto de avaliação de Filosofia. Foi o terminar de um caminho de 2 anos. Um caminho de enriquecimento quer a nivel pessoal quer relacional.
O meu balanço: "Foi um caminho que me mudou a maneira de ver o mundo e me abriu os olhos para aquilo que realmente nos rodeia."
Contudo, sem desprezar o excelente trabalho do professor de Filosofia, que foi bem mais que um mero professor, faço minhas as palavras dele: "Ainda bem que a Filosofia te serviu para abrir os olhos para o mundo, mas não te esqueças que a ao longo da vida terás muitas experiencias, boas ou más, que te modificarão a maneira de ver o mundo!". E que palavras mais acertadas! Quem melhor professor de Filosofia que a própria vida? A vida segue-nos até a morte, está sempre lá e quem sabe talvez até depois da morte (eu quero acreditar que sim). Quem melhor conselheiro para nós que as nossas próprias vivências? Aprendemos melhor com os erros dos outros, ou com os nossos?
Sem termómetro só podes saber se a água está fria ou quente se lhe tocares e mesmo assim duas pessoas diferentes poderão ter opiniões diferentes, e ainda bem que assim é. Que as nossas críticas e opiniões não nos deixem afogar na apatia em que se tornou a nossa sociedade. Temos que duvidar e questionar o inquestinável. Temos que nos revoltar contra o que está errado, pois todos veêm o errado, mas ninguém assume uma posição se alguém o não fizer antes.
O mundo está no limite quer fisicamente, quer sociológicamente e a nossa geração tem o papel de o melhorar para que as gerações posteriores ainda assistam ao ideal do "Mundo Novo". Tal ideal está cada vez mais longe e nós sentimo-nos cada vez mais distantes dele. Estamos entrando no fundo sem oferecer resistência. Talvez seja mesmo necessário bater no fundo para começarmos a subir, mas será que conseguiremos subir no fim de batermos no fundo? Não estaremos a afundar um navio para a ruína completa?
É aí que entra a vida e as suas vivências, pois todo o ser humano procura a felicidade, e nada melhor que os aspectos negativos da vida para nos mostrar o verdadeiro caminho para a felicidade. Sei que é um caminho cheio de pedras, mas se as formos guardando todas um dia poderemos construir um castelo!
Filosofia para a vida!

sábado, 30 de maio de 2009

Vários ou Um só?

Um guiam-se por Deus, outros pela Humanidade e outros pela Ecologia, mas não será tudo o mesmo?
Os valores de Deus, da Humanidade e da Ecologia não confluirão todos no mesmo objectivo?
Assisto a uma sociedade cada vez menos crente, dizendo que a religião coloca esta vida para segundo plano, mas porém alguns para além de colocarem a vida em segundo plano, sem serem crentes também perderam valores crucias para uma convivência em sociedade o mais harmoniosa possível.
A forma de como tudo coesxiste em perfeita harmonia e a probabilidade ínfima que tudo tinha de existir da forma que existe leva-me a acreditar, que existe um "artesão" por detrás disto tudo e ele como um bom pai vai-nos avisando dos perigos das nossas acções, mas permite-nos que as façamos para que possamos aprender com elas, tal como um pai avisa o filho que andar de skate é perigoso, mas deixa-o andar e dar as suas quedas para ele próprio aprender com a experiência.
è obvio que não é preciso acreditar em Deus, ou ser um exemplo para todos, para levar uma vida guiada pelos melhores valores morais, mas porque razão não pode tudo coexistir e complementar-se?